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domingo, 4 de dezembro de 2011

DESMENTINDO A DIVINA PROPORÇÃO


A proporção áurea prova mais uma vez que não existe Deus, pelo simples fato de Deus ser perfeito e a perfeição não existir.

A repetição foi aceita como perfeição, porém o que é perfeito é único, não faz cópias de si. O que é perfeito é inteiro e para replicar-se é preciso quebrar-se.

Se Deus houvesse existido ao criar o big-bang do Universo teria se matado por que não haveria outra matéria-prima, logo, impossível haver, Céu, Inferno e Purgatório. E, portanto, também, jamais saberíamos de sua existência uma vez que ele está em todo lugar.

Por que só é possível estar em tudo sendo o próprio tudo. E o tudo é imperfeito por que há no tudo o nada. E se há nada no tudo, é por isso que a matéria se move. Por que o nada não é ausência do tudo, mas sua falha.

A repetição da proporção áurea prova não a perfeição, mas sim a imperfeição, uma vez que um número racional é um algarismo quebrado, portanto, imperfeito em si. Se essa imperfeição se repete é sinal claro de que o universo em si é completamente imperfeito, logo, não poderia sair de uma coisa perfeita.

Se os seres vivos fossem perfeitos não morreriam, mas se fossem realmente perfeitos, na verdade, nem vida teriam por que quando você come, bebe, faz sexo, briga, tem medo, se irrita ou qualquer outra coisa, o faz em função de uma necessidade, sem se dar conta que a necessidade em si é a grande imperfeição que nos move e sempre sofremos os efeitos estressantes quando não as suprimos. Os desejos, todos eles, são filhos das necessidades, delas que vêem os vícios, virtudes e a procura pelo prazer, sobrevivência e proliferação da espécie.


ATEU POETA

sábado, 12 de novembro de 2011

FALHA-BUSCA


Tudo é um jogo de alívios e tensões.

A vida é a maior loucura do universo.

Imagine um átomo ciente de si mesmo: Ele existe em nós e isso não faz nenhum sentido.

O universo é o produto da tensão em busca do alívio.

Mas o que seria o alívio? Eu não sei. Isso é tenso. Saber o que é a tensão aliviaria? Talvez.

Há partículas que se procuram enquanto outras não se toleram. Por que isso se dá?

Talvez a tensão seja a própria imperfeição e o alívio a quase-perfeição que a imperfeição atinge.

Num suposto princípio cada molécula era separada no vazio escuro e sombrio, esse era talvez a quase-perfeição máxima, por que se fosse perfeita a matéria jamais se juntaria, por que se há uma busca e uma repulsa é sinal de que algo se completa por ser imperfeito e algo não se mistura por buscar a perfeição numa molécula diferente.

Qual será o limite para a quebra molecular? Chegará a matéria à beira do quase-imaterial? Por que existe limite? Por que existe matéria? Por que a questão? Será o questionamento a minha própria falha-busca pela perfeição em formato de resposta que sanará todas as dúvidas?

Se minhas dúvidas acabarem eu ainda não serei perfeito, pois ainda sou matéria, não posso deixar de ser, por mais que só me fique o pouco de essência que será depois a essência de outro ser enquanto a vida existir a partir dos mesmos elementos que me fazem vivo e se deles ainda se alimentar.

ATEU POETA

12/11/2011

Pacoti.

6h e 31mim

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

O PRIMATA


Somos seres simbióticos interdependentes, logo, a liberdade é em si mais uma sensação do que um fato. Todavia, é uma sensação que deve ser buscada. Primeiro, por que está em nosso instinto de sobrevivência tentar superar o meio para assumir controle sobre o mesmo.

Segundo, por que se você não se sente livre não saberá ser feliz, mesmo que de fato esteja aprisionado, mas pelo menos se o seu pensamento não estiver restringido por censura, você se sentirá menos brinquedo e mais humano.

A maioria se sente livre na segurança, mesmo que pra isso seja preciso abrigar-se no terror de um ser superior que tanto lhe fornecerá amor em troca de subserviência. Mas, na verdade nunca houve troca por que o amor não se dá, se tem por alguém ou algo, é um sentimento pessoal que não pode ser coletivizado, contudo, a cultura de massa inter-social insiste em pregá-lo nas mentes mais desavisadas como o único fim e meio da vida através de uma idéia subserviente de liberdade que de fato nunca houve.

Esse primata primo do macaco tem uma mente tão potente, entretanto, essa potência é empregada erroneamente na intransigência em vez de reflexão. O primata não entendeu que servidão não é liberdade, não é a verdade, e mesmo que fosse, seria uma verdade da qual o homem livre fugiria para ser feliz.

Não estamos prontos para o confronto de culturas, embora ele se dê em escala cada vez mais elevada e num grau de inevitabilidade surpreendente. Não buscamos nossa semelhança no sujeito ao lado, pelo contrário, focamos de forma intensa nas diferenças de modo a formar intensa certeza de que os nossos hábitos estão corretos e criamos uma demonização do outro como se nós mesmos não fôssemos os outros do próximo.

Idéias que há milênios dizem aproximar, só aproximam uma tribo para a guerra, um país para a dominação geral, destruição suprema da espécie. Que importa dominar o mundo? Por que não o deixa viver? Por que você quer dominar o pensamento do outro, intervir até mesmo na sua falta de fé? Isso é o maior dos egoísmos imperdoáveis que como Deuses Si Mesmo que não aprendemos a Nos sentir, mas que de fato somos, não podemos esquecer.

ATEU POETA

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

CULTA DITADURA

A cultura é uma ditadura imposta
Lavagem-cerebral de tenra idade
Tensa é a mocidade por quebrar padrões
Um grilo rouco vencerá os loucos, Pinóquios e outras pedras?
Pular de pára-quedas é mais mortal do que parece
Será o lobo mau?
Ou maldade é a destreza de adestrá-lo?

Mito, mito, mito
Mil marchas sem brasões
Grito, grito, grito
Penúrias e aflições

Muitas posam de Chapeuzinho
Vermelho é a cor da estação
Temporada de caça aberta
Abra bem seu coração
E os olhos mais ainda
O falso amigo trai
Arquiteta sua queda

Mito, mito, mito
Mil marchas sem brasões
Grito, grito, grito
Penúrias e aflições

Aleije a mão do caçador
Estraçalhe o adestrador
Rebata choque com trovão
A audição do inimigo não é pára-raios
Seja relâmpago paralelo
Encandeie quem tenta lhe apagar
Faça da razão um elo

Mito, mito, mito
Mil marchas sem brasões
Grito, grito, grito
Penúrias e aflições

ATEU POETA

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

ATÉ NANDO




ATÉ NANDO

Até Nando é hostilizado

Por não comer da hóstia vil
Saber que vinho não é sangue
Salve, salve! Meu Brasil de livre arbítrio


Hipocrisia do Estado Laico
Religiosos pregam Inferno aos bons
Fazem o Paraíso fiscal dos maus

Até Nando! Até quando?

Atos torpes da mais profunda ignorância
Intolerância contra quem canta sua verdade
Atores do século XXI
Queriam estar na Idade Média


A Idade das Trevas acabou
Mas as bestas andam soltas pelo mundo
ATEU POETA

Pacoti-Ceará
09/09/2011
18h E 34 min

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Como me tornei ateu



Importa que todos conheçam um pouco da minha história com a religião ou relacionamento com Deus para entender o porquê de minha postura um tanto agressiva quando se trata deste tema. Fui criado em lar evangélico e sempre fui forçado a ir à igreja durante a infância, mas aos 11 anos me negava a tal sacrifício, veementemente, até que meus pais desistiram de insistir. Minha pré-adolescência foi marcada por uma série de conflitos existenciais comuns a idade. Mas...

Aos 14 anos, surgiu em mim o que eu pensava ser ‘um vazio existencial’ e procurei uma igreja local para assistir aos cultos e tentar saciar-me daquela ‘sede’ (maldita seja para todo sempre, amém!). Então decidi aceitar a Cristo no dia 05 de maio de 2002. Foi uma noite marcante, não posso esquecê-la! Era um culto fervoroso, estava acontecendo um movimento diferente naquele lugar. Por ter sido criado na igreja, sabia que se tratava do ‘mover do Espírito Santo’, um fenômeno comum nas igrejas pentecostais. Pessoas saltavam, andavam como zumbis, falavam em línguas, etc.

Surpreendentemente, eu fui pego pelo mesmo ‘mover’ poucos minutos após sentar-me na cadeira. Tentava falar em português, mas a língua enrolava involuntariamente. Foi uma sensação muito especial. Encantado com os espetáculos da fé, eu mergulhei fundo no reino divino. Deus ocupava o meu pensar dia após dia. Quando nem me dei conta do que estava acontecendo comigo, em menos de seis meses eu era o que se poderia chamar de ‘beato gospel’!

O fanatismo já havia se apoderado de mim. Era muito legalista (santarrão), por influência das pregações que ouvia na igreja, abandonei antigos amigos e hábitos, inclusive as vestimentas eram outras. Mas não demorou muito para que o paraíso de Deus se tornasse um inferno. Aos poucos os sermões da igreja que variavam entre ênfases sobre a importância das roupas para agradar a Deus e profecias foram causando sérios danos à saúde de minha mente e de meus amigos. Chegou uma época em que não podíamos assistir TV e nem andar com shorts.

Quanto às profecias segue-se o que ouvíamos: - Deus vai matar muita gente nessa cidade! Deus está me dando visões de muitos caixões e sangue! Cuidado com Deus, ele é amor, mas é fogo consumidor! Deus vai te passar no moinho, crente! A mão de Deus vai pesar sobre você! Essas eram as mais brandas palavras do Deus de amor!

As pregações causavam um sentimento de culpa nos jovens e demais fiéis que compreendiam o teor das mensagens. Isso transformou-se em uma terrível depressão que abateu praticamente quase toda a mocidade! Na época eu pensei duas vezes em suicídio, chegando a colocar a faca nos punhos, mas me faltava à coragem (sorte a minha!)...

E assim foi a minha vida por malditos 5 anos nas igrejas: Depressão, auto-repúdio, raros momentos de alívio na alma e muita revolta diante de tanta injustiça cometida pelos sacerdotes! Tentei até mudar de igreja pensando que outro ministério poderia me fazer bem, mas foi trocar 06 por meia-dúzia. No outro ministério a lavagem cerebral era de igual a pior. Fique chocado: os líderes nas igrejas se metem tanto na sua intimidade que até seus desejos sexuais tem que ser confessados aos homens de Deus! Que absurdo, não? Imagino quantas masturbações aqueles tarados não tiveram às custas de minhas confissões!
O meu caso era especial, pois eu aprendi a me odiar na igreja, uma vez que eu era (e ainda sou) gay! Buscava de todas as formas a prometida libertação do ‘demônio da homossexualidade’ ou dos traumas de infância que possivelmente eram a ou uma das causas da minha sexualidade pervertida! (Nem eles têm certeza do que pregam!) Mas, nada mudava aquilo em mim! Frustrado comigo mesmo, com Deus por ser tão omisso e com a igreja por ser tão cruel! Decidi largar tudo para não morrer fisicamente, pois por dentro eu já havia morrido há tempo!

A frustração me possibilitou raciocinar, por que se tem uma coisa que a igreja odeia são livres pensadores! Não é de se surpreender já que eles apenas seguem o exemplo do próprio Deus que odiou a atitude de Adão por ter comido o fruto da árvore do CONHECIMENTO do bem e do mal (Gn 02:17). Não foi a maçã, queridos!(). Não é pra menos que eles odeiam o conhecimento que não seja o bê-á-bá bíblico! Pois a razão liberta qualquer um da escravidão da religião (Jo 08:32).

Bem, me dei a chance de ouvir algo que seria libertador para minha vida e ao mesmo tempo doloroso: Descobri que o Deus a quem eu sacrifiquei 05 anos da minha vida, e por quem eu odiei a mim mesmo, não passava de uma mentira, criação humana! Cheguei à conclusão disso após ler vários artigos ateístas e a falácia da fé não pôde sobreviver aos fatos!

Hoje sou ateu e homossexual assumido! Quero ‘gritar’ pra todos ouvirem que sou muito feliz comigo mesmo! Respeito às leis dos homens, amo a família, tenho meus próprios limites, pois não sou a favor de uma vida desregrada! Porém o terror não faz parte da minha vida, nunca mais! Amém.






Depoimento de Elias, 23 anos, Professor de Inglês, Residente em Felipe Guerra/RN

domingo, 7 de agosto de 2011

A CONTRA-HISTÓRIA


A CONTRA-HISTÓRIA

O padre condena a pedofilia, o deputado chama o povo de corrupto, o pastor vende o cartão de crédito do céu e acusa o fiel de blasfêmia
O redondo cobra do torto retidão, a mulher do seu filho varão que seja macho, o impotente cobra ereção do saudável
O papa satanisa o ateísmo, a polícia proíbe o tiro de espoleta e atira de escopeta na própria polícia fardada
O cego diz que o míope não vê, o agnóstico diz que o carola não crê, a prostituta protege os bons costumes
O gay encubado, que não se assume, ataca os gays com quem dormiu, o maior dos ladrões vigia a delegacia, o louco acusa o sábio de loucura
Manda o incapaz, o bandido vira capataz, a competência se priva, a companhia telefônica acusa o cliente de roubar os próprios créditos, a agência não devolve o dinheiro por que nunca erra, como um oráculo
O correto é que precisa de advogado, o sargento vai para a cadeia, dinheiro se guarda na meia, o invasor é o habitante da aldeia e não o da cidade
O traidor odeia a infidelidade, o bêbado acusa o sóbrio de boêmia, o bancário fala mal da burguesia
O ditador acusa a liberdade de tirana, o miserável chama de pobre a cama da classe média, os Estados Unidos chamam o Iraque de terrorista
O culpado procura uma pista que culpe o honesto, o bispo acusa o pajé de charlatanismo, a companhia de água vende barro na pia e cobra dobrado
A companhia de energia em vez de devolver os bilhões acumulados indevidamente, sobe o valor dez vezes enquanto promete que a conta do cidadão ficou mais reduzida
A gasolina sobe de preço apesar do pré-sal, os jornalistas são assassinados, virando a própria notícia

A Europa é que fale, os desordeiros deturpam a anarquia, o alienado chama o mundo de fantasia, a História é destruída pelo poder público, que jura ser para o bem

E o poeta escreve para um Brasil analfabeto
ATEU POETA
Pacoti-CE, 1h e 47 min
04/08/2011

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Como me tornei ateu



Minha história é muito simples...

Criado católico até final da puberdade até que então eu decidi ler a bíblia inteira e, logo após isso, ler simples livros do ensino médio.

Isso já bastou para mim e, quanto mais aprendo, mais me afasto de qualquer fé e religião.

Sou um dentre muitos ateus que se tornaram ateus por terem lido a bíblia...





Depoimento de Felipe, 20 anos, estudante, morador de Goiânia/GO

sábado, 30 de julho de 2011

Como me tornei ateu



Minha família nunca foi de ir muito a Igreja. Mas fui batizado, fiz comunhão etc.
Depois esfriou esse negocio de Igreja na minha vida. Fiquei muito tempo em um meio termo... Talvez mais para o lado ateu.

Trabalho embarcado na Bacia de Campos em regime de 28x28. O destino me colocou para trabalhar ao lado de um grande amigo de escola, que por sinal, tornou-se cristão e hoje já deve até ser Pastor, pois ele estava estudando muito para isso.

Nos 28 dias que passávamos juntos no trabalho, ele me falou e me explicou muito sobre a bíblia. Era o que me faltava para eu realmente tomar uma posição. Depois de tudo que ouvi, tudo que aprendi com ele, vi que não existe melhor opção, do que ser ateu para mim.

Hoje defendo contra todos a minha posição. E agradeço muito ao meu amigo cristão, por ter me aberto os olhos para a realidade.

Ah.... eu sou casado com uma crista. que me respeita assim como eu respeito ela. Apesar de eu dar umas alfinetadas nela, quando a oportunidade aparece. hehehehe

abraços

Depoimento de Maxwel, 44 anos, Comandante de Embarcações na Bacia de Campos. Casado, pai de dois filhos.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Como me tornei ateia



Bom, não sei ao certo quando e como eu virei atéia. Eu era católica junto com toda minha família. Nunca me importei em saber sobre deus ou sobre minha religião, e só ia para a igreja para comer pipoca na saída.

Para mim descobrir o ateísmo foi como descobrir uma palavra nova. Nunca li sequer uma palavra da bíblia, e das histórias que ouvia... Bom, eu dava risada da maioria.
Aos 13 anos descobri o que é o ateísmo e pensei comigo: 'poxa, olha só, eu sou atéia'.

Me senti mal pois meus pais ficaram chateados com a minha decisão, mas ao mesmo tempo eles não levaram tão a sério devido a pouca idade que tinha.

Hoje procuro não divulgar minha opção. Não tento esconder, mas prefiro não me manifestar em assuntos religiosos, pois nem todos sabem lidar com opiniões diferentes e isso me incomoda e me irrita muito, pois não gosto quando não respeitam minhas decisões, aliás, acho que ninguém gosta.

Me sinto muito bem sendo atéia e não ligo para os preconceitos, mesmo por que grande parte deles vem mais pelo fato de eu ser headbenger (metaleira) e as pessoas automaticamente já intitulam roqueiros como "do diabo".

Vivo minha vida muito intensamente, fui muito bem educada pelos meus pais, tenho responsabilidade, procuro ser sempre gentil e atenciosa com as pessoas, sou querida pelas pessoas a minha volta, tenho um grande amor na minha vida, sou muito feliz e me sinto TOTALMENTE LIVRE!






Depoimento de Lais Garcez, 17 anos, Estudante, São Paulo.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Como me tornei agnóstica








Eu fui evangélica desde os 10 até os 32 anos. Sempre me sentia culpada por nao ler a biblia todo dia, orar, pregar etc. Mas sempre gostei muito de ler e estudar, entao já li a biblia todinha duas ou tres vezes e sempre ficava me questionando as barbaridades, contradições, erros que eu via. Perguntava pros pastores mas nunca me sentia satisfeita, percebia que eles não davam uma resposta séria.

Curiosa, comecei a pesquisar na internet, a ler e a conversar com um amigo ateu físico que conheci. Pronto: daí pra eu sair da igreja foi um passo.

Hoje me sinto mais feliz, mais leve, mais livre, com nenhum sentimento de culpa e com dó de quem ainda se deixa levar por essa enganação.












Depoimento de Geane, 37 anos, Professora de Matemática moradora de Brasília

sexta-feira, 22 de julho de 2011

LULA DIZ QUE RICOS VIVEM O CÉU NA TERRA

“[...] um cara que levanta de manhã todo o dia, come do bom e do melhor, viaja para onde quer, janta do bom e do melhor, passeia, esse já está no céu. Agora o coitado que levanta de manhã, de sol a sol, no cabo de uma enxada, não tem uma maquininha para trabalhar, tem que cavar cada covinha, colocar lá e pisar com pé, depois não tem água para irrigar, quando ele colhe não tem preço. Esse vai pro inferno.”, disse Lula, dia 21/07/2011 no lançamento do Plano Safra da Agricultura Familiar da Bahia.

“É bobagem, essa coisa que inventaram que os pobres vão ganhar o reino dos céus. Nós queremos o reino agora, aqui na Terra. Para nós inventaram um slogan que tudo tá no futuro. É mais fácil um camelo passar no fundo de uma agulha do que um rico ir para o céu. O rico já está no céu, aqui”.


Poderia terminar com uma citação da música dos Engenheiros: "O céu é só uma promessa..."

O ex-presidente disse uma grande verdade, e, por isso, desagradou evangélicos, que, em geral, não costumam refletir muito nesse âmbito, apenas seguem o que diz à sua própria interpretação do livro doutrinário, ou à interpretação de seu pastor.

ATEU POETA

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Quem somos nós

A MAÇÃ


A MAÇÃ

"....por que quem gosta maçã irá gostar de todas, por que todas são iguais..."

(Raul Seixas)

Um dos mitos mais conhecido do mundo ocidental cristão é o mito da maçã no jardim do Éden em que dentre tantos frutos apenas este seria proibido pelo deus do cristianismo. Talvez o leitor tenha muitas vezes se perguntado por quê.Hoje chegamos a uma conclusão a respeito do mitos da criação.

Além deste, encontramos as possíveis razões por trás da força de Sansão e sua fraqueza nos cabelos cortados por Dalila e da razão pela qual os apóstolos de Cristo eram 12 e não outro número qualquer.Para que se compreenda bem é necessário desconfiar dos paralelismos culturais, uma vez que a difusão é bem mais óbvia, embora complexa.

Os elementos de sucesso nas culturas dos povos são sempre assimilados por outros que adotam muitas vezes com variações de modo que aparentemente não contradiga muito as tradições já existentes com a ser impostas para não comprometer os poderes locais. Esses elementos são manipulados pelos comandantes de forma a virarem instrumentos fortalecedores das identidades locais e objetos de coação.

Isso tanto vale para o material quanto para o imaterial, uma vez que a lavagem-cerebral é uma forma substancial de controle das massas.Sem mais delongas, vamos aos fatos. Na mitologia grega existem dois heróis de renome, Héracles e Aquiles. Ambos de inigualáveis forças.

Eis que uma das estórias mais conhecidas são os 12 trabalho de Héracles que acreditamos ser daí que vem o número dos apóstolos de Cristo, figura possivelmente inspirada em Baco e por isso o vinho lhe representaria em vez do sangue de animais, e num dos trabalhos Héracles matara um leão ou uma esfinge e em outro é ajudado por Atlas a conseguir uma maçã dourada no jardim das Héspérides.

Na mitologia Nórdica há uma deusa da juventude chamada Idun cujo pomar é repleto de maçãs mágicas sem as quais os deuses de Asgard envelheceriam normalmente, exceto Wotan que há muito alimenta-se apenas de hidromel, tendo seus cabelos grisalhosNa religião induísta o fogo é um elemento sagrado, assim como na Grécia Antiga. O titãn Prometeu, coma a juda de Atenae invadira o Olimpo a fim de roubar o fogo sagrado para os mortais. Por que Prometeu fizera isso?

Ora, por que ele criara a humanidade da areia da praia junto com a água do mar.A indagação seguinte é: o que o fogo tem a ver com a maçã mesmo? Eis que a simbologia do fogo grego seria a sabedoria, razão pela qual a deusa da sabedoria é que deveria ajudar nessa transposição. No caso, Atenae.Então, por que a maçã passa através de Eva? Por que ela é a personificação de Atenae e Idun, e Adão é a da humanidade em si, por isso é feito do barro.

Deus é a presonificação ao mesmo tempo de Zeus, que pune Prometeu, e do próprio Prometeu, ao criar Adão do barro.

Então, maçã grega + maçã nórdica+fogo sagrado = maçã do Éden. E por que a expulsão do Éden? É simples, o Éden nada mais é que o Olimpo grego + Asgard nórdico.

Asgard é construída por Wotan para separar deuses e mortais e do Olimpo os titãns foram expulsos, ou seja; as criações e a expulsão continuaram, mas mudaram as personagens nessa adaptação que deveria ser a história dos hebreus ou dos escravos que criaram essa seita, que sem o dedo de Constantino não chegaria a religião tão forte . Mas essa é outra história.

Qual o porquê da cobra tentadora de Eva? Esta é uma readaptação inclusive do próprio cristianismo. Nos livros apócrifos a primeira mulher seria anterior ao homem, chamava-se Lílite. Por ser muito atrevida recebeu um castigo de Deus. As versões variam em 1°- ela virou o que hoje conhecemos por Demônio, 2°-ela foi presa numa espécie de cacimba eternamente e 3°- ela fora transformada na mais peçonhenta das criaturas, a cobra. E para se vingar, tentou Eva, a segunda mulher, que era até então submissa.

E por que a cobra e não outro animal qualquer? Eis que peum bicho temido por quase todos os povos do mundo e está presente em vários contos antigos. Na própria mitologia grega Hera envia duas cobras para matar Héracles, este ainda bebê as esmaga de mãos limpas. Sem falar na Medusa, vencida por Perseu, que empunha o escudo de Andrômeda.

Na mitologia nórdica uma cobra de nome Midgard é filha de Loki, o deus da loucura, que assim como o Demônio luta contra Deus e Hades se aliou aos titãs contra os deuses do Olimpo, Loki se unirá aos gigantes no dia da Ragnarok, uma espécie de "Juízo Final" em que os deuses de Asgard morrerão, inclusive ele próprio.

A cobra Midgard é tão grande que vive enrolada na Terra, chegando a morder a própria cauda.Adiantando um pouco a Bíblia, nos deparamos com o mito de Sansão. A indagação agora é: de onde ele veio mesmo?

Uma possível resposta é, que assim como os semi-deuses gregos são heróis e mortais, lutando junto com os homens, como Aquiles contra os troianos que supostamente morreria pelas mãos de Apolo transmorfo em Páris com uma flecha no calcanhar, Sansão era o humano, ou superomem, com a missão de derrotar os faristeus em vez dos troianos. E tinha um ponto fraco, como Aquiles, que em vez de calcanhar foi transposto para os cabelos.Por que Dalila, sua esposa, o traíra?

Por que talvez ela tenha sido inspirada em Brunhild, uma princesa nórdica que se apaixonara por um cavaleiro chamado Siegfried. Este é o herói sa saga " o anel do ninbelungos". Nele provavelmente foram inspirados muitos outros personagens como São Jorge, rei Artur (Inglaterra), Aquiles, Fion Mac Cumhail (Irlanda), Esfandiar (Pérsia) e Mahabharata (Índia).Acontece que na trama Brunhild faz com que Siegfried seja morto por Guttorm, com uma espada no peito ou uma lança no ombro, as versões variam. As estória é toda repleta de maus-entendidos e Brunhild acaba se jogando na píria funerária, para ser queimada junto com seu amado Siegfried.

A furada que Longinus, o soldado romano hoje conhecido como são Longuinho, deu no peito de Cristo pode ter sido uma variação da estória do matador de dragões nórdico, Siegfried. Assim como a estória infantil "o soldadinho de chumbo", onde a bailarina é jogada pelo vento na mesma lareira onde o soldado perneta caíra, empurradopelo diabinho, e lá viram juntos um pingente em forma de coração.Terminamos este artigo respondenso por que Sansão mata um leão.

É simplesmente por que Héracles também deve ter servido de inspiração para a criação deste personagem. E este mata, em um de seus 12 trabalhos impostos pelo rei Euristeu de Argos por matar Megara e os próprios filhos, o leão da montanha.

ATEU POETA

Fontes:

Franchini, A.S./Seganfredo, Carmen. As melhores histórias da mitologia nódica.7a.edição_-Porto Alegre, RS: Artes e Ofício, 2008.

Grande enciclopédia brasileira de consultas e pesquisas. volume V. "F-I". ed.Novo Brasil. Editor: Antônio Lopes. São paulo-SP. 1987/88.

Coleção: Lendas, mitos e fantasias n°1. Dragões: Nilson Luiz Festa. São Paulo-SP.ed.Minuano.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Como me tornei Ateu



Oi gente! Eu nasci em uma família católica praticante, por ser nordestino, era devoto de padre Cícero, eu tinha uma estátua com um metro do padre.

Aos 17 anos me tornei crente pela assembléia de deus, onde em pouco tempo conquistei a confiança dos líderes, ali montei uma pequena banda onde era tecladista, por ter uma boa voz, e me expressar bem em público, me deram o cargo de pregador, eles diziam que eu tinha "dom de pregação".

Quando eu estava sobre o púlpito, não tinha igreja fria não, pois eu era um bom ator, e fazia a igreja pegar fogo (como dizem eles).

Porém, eu não acreditava em nada do pregava, pois sempre tive dúvidas, por essas dúvidas, me aprofundei na leitura da bíblia, em poucos anos transformei minhas dúvidas em certezas, certeza da inexistência de um deus criador como eles dizem.

Meu filho se casou com a filha do pastor, com isso os laços de confiança aumentaram, chegando ao ponto do tal pastor me dizer que também não acreditava em tudo que a bíblia diz, mas que aquilo era a profissão dele, portanto tinha que fazer os membros acreditarem.

Fiquei surpreso, chegando em casa, falei pra minha esposa que iria sair da igreja. Foi um espanto só, como pode um crente com nove anos de igreja, tocador e pregador sair da igreja?

Quase todos da igreja vieram em casa pedir e orar pra mim não sair. Em vão.
Vendo que eu não iria voltar atrás, veio o pastor regional tentar me convencer. Em vão.

Resultado: Vendi o som pra eles, sai.

Ai eles achavam que eu ia pra outra igreja, quando disse que não, que agora eu era ateu, foi um escândalo!!! Aquele que pregava a palavra, agora não acredita?!!!
Minha esposa ficou achando que eu iria voltar!kkkkk Após um ano, vendo que eu não voltaria, ela também saio, porém crê em deus.

É isso! Hoje sou livre graças a deus!

Depoimento de José Augusto, 34 anos, técnico em eletrônica, feliz...

segunda-feira, 18 de julho de 2011

ALMA: O AVATAR DA REPRESSÃO


ALMA: O AVATAR DA REPRESSÃO

Para quem não conhece o termo, avatar significa no hinduísmo o regresso de uma divindade à Terra sob outra forma para erradicar o mal que viria com demônios, monstros, gigantes e deuses ruins contra quem lutaria.

Assim, o avatar surgia sob forma humana e só quando adulto usaria seus poderes ao extremo. Caso morresse em batalha sob forma divina o deus realizava a redenção, ou nirnava, para nunca mais retornar.

Caso o deus morresse em forma humana retornaria em alguns séculos como outro avatar. Geralmente o avatar era a deusa Vishnu.

2: Budismo

O hinduísmo deu origem ao budismo, para o qual um sujeito de nome Sidarta Galtama, como um dos avatares de Vishnu, alcançara o nirvana sob a forma humana, o que faz com que chamem o budismo de uma religião atéia.

Talvez, por isso, achem que o movimento ateísta advenha do budismo.

3: Mitologia Egípcia

Na religião do Egito, cunhada por Amenóphis IV, os deuses Osíris e Anúbis julgavam as almas dos os mortos antes de elas desaparecerem para sempre.

Apenas a alma do faraó era imortal, por que este vivo era o deus sol Hórus e, morto, o deus sol Osíris. Pai e filho dividindo os corpos dos mesmos faraós, que eram apenas avataresdesses dois deuses.

Daí, mais tarde, no cristianismo, a confusão de pai e filho serem o mesmo e terem, assim, poderes iguais, embora que o filho ainda obedeça ao pai.

4: Mitologia Grega

Na religião da Grécia os deuses não tinham avatares, em vez disso, eles lutavam em pessoa contra gigantes e quimeras, assim como os deuses nórdicos, quando não o faziam eram seus filhos os semi-deuses em seu lugar.

De destaque temos Dioniso, Aquiles e Hércules. O primeiro virou deus ao ser parido da coxa de Zeus, o segundo vira deus quando morto por Páris com uma flechada no calcanhar direito, e o terceiro também é aceito no Olimpo ao mergulhar no rio Queronte para salvar sua amada Megára sequestrada por Hades.

A própria alma, então, é uma evolução da idéia de avatar. Se um deus tem avatar eu também tenho um avatar de mim mesmo chamado alma, através do qual gozarei infinitamente do Eleusis ou sofrerei no rio Queronte ou no Tártaro.

Nenhum outro sentido há na alma que a imortalidade, para suprir o terror que a morte nos causa, sendo, desse modo, pura negação e, ao mesmo tempo, a criação de outro temor para repressão popular, seja esse expressa pelo Xeol, Hades, Inferé, ou cidade dos mortos, defenícios, gregos ou etruscos, ou pela recriação do Inferno por Dante, que o cristianismo tanto imitou.

5 Armagedon e A Grande Ragnarok

Na religião judaico-islamico-cristã o messias, sendo ou não Cristo, ou ainda no advento, surgirá como avatar de Deus, Alá, Jeová ou Iavé no dia do Juízo Final, que para os povos chamados celtas ou Keltoy, há mais de 3 mil anos, criou como A Grande Ragnarok: o dia em que os gigantes e as almas do Hell lutariam contra os deuses e as almas do Valhala.



Destaque para Thor, Loki e Sigurd. O primeiro morre ao matar a serpente gigante Leviatã, o segundo é o deus traidor que controla o fogo ,e o terceiro é o guerreiro deus que serviu de inspiração para que Constantino criasse Jorge de Anicie quando tornou o cristianismo a religião oficial de Roma.

Na Grécia Thor vira Éracles ou Hércules, Loki, Hades, que para o cristianismo dá no mesmo que Lúcifer (provavelmente vindo de Luci Inferé, Luz Inferior, o que dá Lucínfere e depois, Lúcifer); Sigurd, Aquiles e Odin, Dion, Júpiter ou Zeus (Théo, Dia e Deus)

O Leviatã vira a hidra. No cristianismo a serpente do Éden, pegando também a personagemLilithe, que também pode ter inspirado a personagem pitonisa no oráculo de Delfos (Apolo). E antes, no hinduísmo, a serpente de 12 cabeças derrotada por Krishna (de onde pode ter vindo o nome Cristo).

6: Valkírias, as musas dos homens-bomba

Para os celtas, valkírias eram as deusas virgens, belas guerreiras, filhas de Odin, que os gregos transformaram em amazonas, musas, ninfas e nereides.

Os muçulmanos as multiplicaram. Fizeram das 7 na religião celta para 7 para cada homem-bomba, e, por isso, eles se matam, na doce ilusão de um Céu-Valhala islâmico, pregado pelo espertalhão Muhamad ou Maomé.

Vemos aí mais claramente a alma como símbolo de repressão.

Parece correto para você matar-se por uma ilusão a fim de sustentar a ganância de sacerdotes e profetas milenares suprida com sangue de guerras vãs criadas por ideologias místicas idiotas?

Não seja um avatar da ignorância, intolerância e destruição. Pense, alma não existe.

ATEU POETA

domingo, 17 de julho de 2011

DELÍRIO DO ATEÍSMO

1.DELÍRIO DA RAZÃO

Seria o ceticismo uma evolução genética, uma propensão genética para não crermos naqueles que nos enganam como mecanismo de defesa, a fim de garantir a auto-preservação?

O ateu, um dos modos de ceticismo que existe, seria, assim, um ser evoluído, num dos testes de sobrevivência do DNA?


Não, não há diferença no DNA, logo, não é um ser propenso a substituir ou desvanecer da face da Terra. Porém, existe algo de especial no ateu que já foi religioso e consegue, apesar da lavagem-cerebral cultural sofrida por anos a fio, chegar a um certo grau de sanidade que, talvez, nem todos possam adquirir: a chamada resiliência.

O resiliente, como se diz na filosofia a partir da psicanálise, seria o ser capaz de vencer a própria cultura, que consegue vencer todas as barreiras intelectuais e criar a própria moral, o que, de fato, não existe. Contudo, existe algo parecido, o ceticismo, que, em ultimo grau, assim como o delírio, causa equívoco no sujeito tão forte que este será capaz de afirmar que nada existe, logo, isso é uma grande ilusão racional, um delírio da razão, que, provavelmente, leva à loucura pela incapacidade do cérebro humano, de hoje, de lidar com informações contrárias, o que provoca vômitos, mal-estar e outros mecanismos de evacuação do veneno que o corpo produz nessas ocasiões, que, se não evacuar, talvez virem coágulos, que desencadeiam em outras complicações psicossomáticas ou fisiológicas.

2. DELÍRIO DA FÉ

Possuímos mecanismos de conservação que, como a natureza em si, são falhos. Um deles é referente à perseguição. A coisa mais fácil do mundo é achar que alguém nos quer mal, mesmo que esse alguém não exista, imaginamos que ele nos vigia, para algum fim contra a nossa vontade e bem-estar, o que seria uma ilusão.

Ilusão é uma coisa comum a todos; ver o que não está ali, escutar vozes sem um interlocutor humano, sentir calafrios, etc. Todavia,quando uma ilusão surge muito forte chama-se delírio e o delírio permanente pode ser um começo de loucura, que se desenvolve por vários meios, um deles é a síndrome do pânico, outro seria a esquizofrenia, que devem ser controlados com psicotrópicos, aquela tem cura e este não.

Também há surtos temporários dos quais todos estamos propensos a ter, havendo, é claro, os fatores de risco, cujo principal deles seria o uso de psicodislépticos, tanto euforizantes, como o álcool, ópio e cocaína, quanto alucinógenos, como lidocaína e amido de do ácido lisérgico.

Fatores externos como a música, escultura e pintura nos levam a leves ilusões, principalmente quando atrelados a outros fatores de risco, como o uso de psicodislépticos e longos jejuns, podendo, desse modo, encaminhar para um estado de alucinação profundamente delirante, e quando surge o estado de euforia é que se torna mais forte a sensação que desencadeia uma loucura tão profunda que muitos dirão ter participado de experiências transcendentais.

Não é estranho que a maioria das grandes alucinações aconteçam quando estamos desatentos, por um período de fraqueza física ou emocional?

Isso é um conhecimento que vem desde a antiguidade, muito provavelmente, desde as formações das supostas primeiras tribos, transmitido apenas para xamãs, druidas, pajés e outros tipos de sacerdotes, e, talvez, tenha caído em mãos de alguns outros, que, aliados aos sacerdotes, ora superiores, ora inferiores a eles, os ajudaram a governar ou os subjugaram, forçando-os a usar seus conhecimentos científicos, se é que assim podemos chamar, e ritualísticos, para persuadir todos aqueles que deveriam obedecer, daí, terceiros foram induzidos a servir de guardiães daquela pequena elite.

Para os céticos existem dois caminhos: Primeiro, comprá-los. E, provavelmente, muitos deles assumiram o poderio religioso, militar e ambos, ou viraram nobreza ociosa, que apenas luxava.

Daí, alguns deles viraram grandes artistas, o que fez com que se desenvolvessem técnicas mais eficazes de transformar uma pequena tribo num grande império, por que foram criadas linguagens universais através da arte, facilitando o poderio de todas as formas possíveis antes e depois das guerras com outros povos e a controlar revoltas internas, justificando-se os castigos e divulgando-os como exemplo através de pinturas, esculturas, músicas e, mais tarde, da escrita.

A escrita, atrelada às demais belas-artes, criava outras artes, como a literatura e virou, hoje, talvez, a maior arma de persuasão de todas, principalmente por que a maioria não tem pleno acesso a ela diretamente, o que a torna praticamente de uso elitista.

O segundo modo de lidar com os céticos foi matá-los. Mas, isso faz com que se crie mártires, alimentando, assim, a fé de outros. O incrível é que a própria fé que inibe o ceticismo o alimenta, uma vez que se cria uma falsa verdade sob a qual se deva acreditar sem ver e ao mesmo tempo despreza as verdades alheias.

Isso é o grande delírio da fé que gerou sempre conflitos intermináveis de causas vazias e absurdas; tanto serviu para manter grandes impérios quanto para criar cisões até mesmo dentro do círculo familiar que temos vivenciado nessa era capitalista de início de século 21.

3.DELÍRIO EMOCIONAL

A razão por si mesmo não existe, ela é um mecanismo de sobrevivência completamente dependente dos sentimentos, assim como esses os são em relação aos sentidos e à interpretação neural que aprendemos a chamar de mente, logo, o fator emocional é capaz sim de provocar delírios.

Um sujeito em quadro depressivo forte poderá, sem medicação, evoluir para um quadro neural complicado, como um surto psicótico? Tudo indica que sim, uma vez que a razão só existe enquanto houver sentimento. O pensamento é induzido diretamente pelo quadro clínico do paciente em questão, que, uma vez debilitado emocionalmente não permanecerá são, caso seja essa debilidade um fator agravante que se alastre perene e gradativamente.

Fala-se muito em inteligência-emocional, mas isso já é um delírio da psicanálise, que, por sua vez, usa meios profusamente místicos de Freud, Jung e Ana Freud. Já se perguntou se a "inteligência-emocional" existe ou se o que existe é uma simples técnica de fingimento sem a qual os grandes negócios podem ir pelo ralo, não passando apenas de inibição emotiva, que de algum modo terá que ser extravasada mais tarde?

O capitalismo não é delirante? Nós fomos criados num mundo de mentiras, onde tudo é pecado, mas pra onde vão nossos impostos? E, pra vai o dinheiro do dízimo?

DELÍRIO DO ATEÍSMO

Elaborei uma lista sobre os 14 modos possíveis de fé. Em vez de deus uso a palavra Lobão e, substituo todas as demais formas místicas inferiores por lobinho. Caçador é empregada para significar fé. Super-caçador significa desespero, lobo é aquele que consegue voltar ao estado natural de quase sanidade. Não-caçadores são os de mente sã completamente, no quesito religioso apenas.

Criei o termo Adeísta para separar ateus místicos de ateus puros. Ser ateu puro é o mail elevado grau de sanidade, já ser ateu-cético-extremo é um erro; é o que poderíamos chamar de delírio do ateísmo.

O ceticismo extremo é sempre um erro, logo, ser deísta, teísta, pandeísta ou panteísta, no quesitó cético é o mais alto grau de delírio da fé e da razão simultaneamente. Já é delirante ter fé, seja ela ainda um resquício, como no agnosticismo e no adeísmo ou forte, como nos outros modos de crer, uni-las à razão é um super-delírio supernatural psicossomático.

Caçadores: 3 (Adeísta ou Ateu-teísta), 4 (Agnóstico puro), 5 (Teísta puro), 7 (Deísta puro), 9 (Panteísta puro) 11( Pandeísta puro).

Super-caçadores: 6 (teísta-cético), 8 (Deísta-cético), 10 (Panteísta-cético), 12 (Pandeísta-cético).

Lobo-caçador: 13 (Cosmoteísta-agnóstico ou Teísta-adeísta-agnóstico)

Lobo-não-caçador: 14( Cosmoteísta ou teísta-adeísta-ateu)

Não-caçadores: 1 (Ateu puro ou ateu-cético), 2 (Ateu-cético-extremo)

1.Ateu-cético-extremo : Se caçar, caça a si mesmo. Todos somos, de certa forma, céticos e crentes, pois, nossas verdades ora quebram ora são únicas, o exagero gera um super-não-caçador que não caça por não saber se ele próprio existe. Já não tem certezas sobre a existência de nada. Nem o próprio caçador existe, nem lobos e nem não-caçadores.

2. Ateu puro ou Ateu-cético : Sabe que a caça não existe. Alguns nunca caçaram, outro se libertaram do vício de caçar.

3. Adeísta ou Teísta-ateu : Sabe que o Lobão não existe, então, caça apenas os lobinhos. Às vezes ele próprio cria seus lobinhos, inspirado em outras matilhas inexistentes, só pelo prazer de caçar.

4.Agnóstico puro : Não sabe se deve caçar ou soltar o mosquete.

5.Teísta puro: Caça Lobão e lobinhos. Quem não caça em seu bosque é louco.

6.Teísta-cético: Se existir, caça Lobão e lobinho com empenho sobre-humano. Nunca desiste de tentar provar a existência deles.

7.Deísta puro : Só existe o Lobão a caçar. Não existem lobinhos.

8.Deísta-cético : Faz esforço sobre-humano para provar a existência do Lobão. nunca desiste.

9.Panteísta puro: Caça em todos os bosques, Lobões e lobinhos.

10.Panteísta-cético: Se existir, caça todos os Lobões e lobinhos de todos os bosques com esforço sobre-humano para provar a existência de todos.

11.Pandeísta puro: .Se existir, caça todos os Lobões, em todos os bosques, por que lobinhos não existem

12. Pandeísta-cético: Se existir, caça todos os Lobões, em todos os bosques com empenho sobre-humano, e tenta sem cansar provar suas existências.

13.Cosmoteísta-agnóstico ou Teísta-adeísta-agnóstico: Se imagina caçador-lobinho por que o Lobão é o próprio universo, logo, se encontra em seu estômago, de onde jamais sairá, não podendo, assim, provar-lhe a existência.

14. Cosmoteísta puro ou Teísta-adeísta-ateu: Não caça por ser o próprio Lobão. Tudo o que existe são lobinhos, inclusive ele, e se juntar tudo, essa fusão é o próprio Lobão, que não existe isoladamente à parte. Os caçadores também são lobinhos.

ATEU POETA
Pacoti-Ceará

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Como me tornei Ateu




A minha

Desde pequeno eu sempre fui cheio de manias, uma delas, que irritava mais todo mundo, era perguntar demais.

Um aluno de minha mãe era dos poucos que me ouvia e falava de Sócrates, Platão, Arquimedes, etc. Esse cara se tornou agnóstico e depois ateu.

Eu fiz até primeira eucaristia, mas sempre fui meio preguiçoso para rezar e ir à missa.

Eu li partes da bíblia em casa, principalmente a parte dos 28 capítulos do início do Novo Testamento, onde ficam as parábolas. Meu avô lia também, quase todo dia alguma passagem. Minha irmã lia pra mim algumas partes. Eu assistia aqueles desenhos bíblicos, as vezes e filmes também.

Acontece que sempre assisti de tudo. E sempre gostei de filmes de terror. Mas, tinha um problema, eu sempre muitas vezes sonho, ainda hoje, com coisas que assisto, então, sonhei muitas vezes indo ao Inferno e voltando, tendo minha alma expulsa do corpo para que o Demônio dominasse meu corpo, como no filme "O exorcista".

Como eu tinha essa dificuldade para dormir, muitas vezes eu tinha que controlar meus sonhos. Acordava várias vezes durante à noite e voltava a dormir tentando pensar em outra coisa. E, as vezes, enfrentava as coisas que me faziam tremer de medo, como leões, bois e o próprio Demônio.

Entre meus 15 e 16 anos, no 1° ano do ensino médio, eu ouvi o termo demônios, numa aula de História ou de Geografia. Eu sabia que cracia significava governo, e, portanto, democracia significava, ao pé da letra, governo dos demônios, mas demônios eram um povo que era a plebe de Roma.

Logo, eu pensei: - Será que Demônio vem de demônios? Como eu posso provar isso se for verdade.

Então eu vi, numa aula de História as classes sociais, a luta de classes de Karl Marx.
Depois fiquei sabendo que Inferno significa inferé; embaixo. Eu sabia que no centro da Terra havia Larva, pelo que assistia em documentários na T.V.

Daí, a palavra Lúcifer deveria significar luz inferior (lux-inferé). Mas como assim "luz inferior" se uma porção de luz não vale mais que a outra?

Lucifer, então, é um nome pejorativo. E, se já nasceu com esse nome é por que estava fadado a falhar, como se Deus quisesse que ele fosse mau. Mas, por que Deus queria que ele fosse mau? A resposta seria simples: por que eram a mesma pessoa, logo Deus não existia, muito menos o Demônio.

Daí, eu tive um sonho em que matava Deus, e, em seguida dizia ao Demônio: _Deus não existe, logo, o Demônio não existe!

Daí, eu o matava com uma espada muito grande e ele desaparecia para nunca mais aparecer nos meus sonhos. Mesmo assim, eu fiquei na dúvida, se Deus existir, o Demônio existe, e eu vou para o Inferno por isso.

Eu pensei, então, na Igreja como o próprio Céu e a classe alta: aquilo que sempre queremos mas não podemos ter.

No purgatório como a classe média e o proletariado, trabalhando para sustentar o Céu por que queria ir pra lá, mas estava mais próximo de cair no Inferno.

No Inferno como a sarjeta e as prisões: um lugar tão ruim que queremos subir de nível a qualquer preço.

Eu pensei se o Demônio existe para que temamos é por que isso aumenta o poder de Deus, de modo contrário ele jamais permitiria se é bom.

Se ele é bom, por que criou o Demônio? Como o mau surgiu se Lúcifer era o anjo mais belo de todos? E se Deus está em todos os lugares, por que viria à Terra visitar Adão?

Se Deus está no meio de nós, em todo lugar, como se diz, ele é todo lugar, logo, eu também sou Deus, o Demônio é Deus, o próprio Universo é Deus.

Portanto, se Deus existe ele é o próprio Universo (nessa época eu só escrevia universo com u maiúsculo, mas acho que ninguém percebeu, também nunca falei disso) e tudo estaria correndo em suas veias.

Acreditei por um tempo que o Universo era um ser vivo e que estaríamos dentro dele. Era a única forma de existir Deus sem que existisse o Demônio. Eu tinha ouvido o termo agnóstico, mas ainda não ateu e muito menos deísta. Nem sei se acreditar num Universo-Deus tem um nome, mas eu acreditei nisso, e calei muitos com essa idéia.

Uma professora me perguntou se eu era ateu uma vez que falei: _Porra de missa!

Eu disse que era na frente da sala toda, mas, depois disse que não era e que falei aquilo pra ela não esticar a conversa. Contudo, voltei a disser que era ateu, mesmo sem muita certeza se era ou não.

Até que vi, já no cursinho, a história de um homem chamado constantino. Li numa revista de História que São Jorge nunca existira e isso me fez ter certeza de que eu estava pensando correto.

Assim como o santo responsável pelo sucesso do cristianismo nunca existiu, Cristo também poderia ser uma fachada e o Demônio uma arma para fazer lavagem-cerebral no povo.

Eu havia sofrido uma lavagem-cerebral, estava no momento da contra-lavagem-cerebral que eu faria em mim mesmo. Daí, eu procurei ler mais sobre coisas do cérebro e me interessar por neurociência.

Na faculdade de Administração eu vi Psicologia.

Me interessei mais ainda pela mente. Na época do cursinho eu tinha assistido a uma palestra de para-psicologia, mas como antes eu tinha lido "Carrie" e me disseram que era ficção e eu vi depois que era mesmo, não acreditei no padre-parapsicólogo.

Depois eu li uma biografia de Darwin, "Por que Freude errou", de Richard Webster, "O erro de Descartes", de António Damásio e um simpósio sobre Nietzsche e Deleuze, da UECE (Faculdade Estadual do Ceará), onde Nietzsche falava de onde surgia Cristo (Zoroastro, Dionísio e Hórus).

Eu li sobre esses deuses na internet, pra saber quem eram. Zoroastro eu vi na faculdade de História, quando larguei a Administração. Eu conheci também a comunidade "Ateísmo e Anticristianismo", não lembro como, mas até participei de um debate acirrado de um tópico que acabou por ser apagado sobre Adolf Hitler ser ateu (em outras comunidades, acontecia o mesmo). Na época eu vi na T.V. que Constantino era ateu e defendi isso, hoje, vejo que não; eu estava errado, ele era seguidor das religiões ditas "pagãs".

Descobri depois que o termo pagão, vem de Pagü (Pagui), que significa vilão, que, por sua vez é o mesmo que camponês.

Entendi que as palavras trocam de sentido durante os períodos históricos. Descobri que os símbolos também, e que a cruz do cristianismo é o Antú egípcio. Daí, eu li sofre Amenóphes IV, um cara que destruiu os escritos originais sobre muitos deuses e criou, a partir de cerca de 700, a trilogia Hórus-Ísis-Osíris ( a Santíssima triandade: Pai, Filho e Espírito Santo).

Assisti a uns episódios na tv sobre Krisnha (um nome que seria o meu se eu fosse mulher, disse minha mãe. Entretanto, é um nome masculino) Entendi o que é um avatar e, muito provavelmente é daí que vem o termo Cristo, o avatar do cristianismo.

Sem falar que vi a série "Os bárbaoros" (Terry Jones), que falava dos celtas. Nisso, fui pesquisar e achei Sigurd (ou Siegrefield), simplesmente o personagem em quem foi inspirado São Jorge.

Com cada leitura, estou mais ateu a cada dia

Depoimento de ATEU POETA - 25 anos

Professor de História
Criador do Jornal Delfos
Sócio-Efetivo e criador da SEMPRE
Criador do projeto de Lei que deu origem ao 1° Arquivo Público do Interior do Nordeste na cidade de Pacoti-CE
Sócio do Instituto Desenvolver
2° e 4° lugares, consecutivamente, no 1° e 2° concursos de poesia da comunidade "Vamos Escrever um livro?", respectivamente, em 2009 e 2010
Criador do projeto da exposição histórica PACOTY: UMA HISTÓRIA EM DOCUMENTOS, aprovado pelo Banco do Nordeste em 2010