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sábado, 12 de novembro de 2011

FALHA-BUSCA


Tudo é um jogo de alívios e tensões.

A vida é a maior loucura do universo.

Imagine um átomo ciente de si mesmo: Ele existe em nós e isso não faz nenhum sentido.

O universo é o produto da tensão em busca do alívio.

Mas o que seria o alívio? Eu não sei. Isso é tenso. Saber o que é a tensão aliviaria? Talvez.

Há partículas que se procuram enquanto outras não se toleram. Por que isso se dá?

Talvez a tensão seja a própria imperfeição e o alívio a quase-perfeição que a imperfeição atinge.

Num suposto princípio cada molécula era separada no vazio escuro e sombrio, esse era talvez a quase-perfeição máxima, por que se fosse perfeita a matéria jamais se juntaria, por que se há uma busca e uma repulsa é sinal de que algo se completa por ser imperfeito e algo não se mistura por buscar a perfeição numa molécula diferente.

Qual será o limite para a quebra molecular? Chegará a matéria à beira do quase-imaterial? Por que existe limite? Por que existe matéria? Por que a questão? Será o questionamento a minha própria falha-busca pela perfeição em formato de resposta que sanará todas as dúvidas?

Se minhas dúvidas acabarem eu ainda não serei perfeito, pois ainda sou matéria, não posso deixar de ser, por mais que só me fique o pouco de essência que será depois a essência de outro ser enquanto a vida existir a partir dos mesmos elementos que me fazem vivo e se deles ainda se alimentar.

ATEU POETA

12/11/2011

Pacoti.

6h e 31mim

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

O PRIMATA


Somos seres simbióticos interdependentes, logo, a liberdade é em si mais uma sensação do que um fato. Todavia, é uma sensação que deve ser buscada. Primeiro, por que está em nosso instinto de sobrevivência tentar superar o meio para assumir controle sobre o mesmo.

Segundo, por que se você não se sente livre não saberá ser feliz, mesmo que de fato esteja aprisionado, mas pelo menos se o seu pensamento não estiver restringido por censura, você se sentirá menos brinquedo e mais humano.

A maioria se sente livre na segurança, mesmo que pra isso seja preciso abrigar-se no terror de um ser superior que tanto lhe fornecerá amor em troca de subserviência. Mas, na verdade nunca houve troca por que o amor não se dá, se tem por alguém ou algo, é um sentimento pessoal que não pode ser coletivizado, contudo, a cultura de massa inter-social insiste em pregá-lo nas mentes mais desavisadas como o único fim e meio da vida através de uma idéia subserviente de liberdade que de fato nunca houve.

Esse primata primo do macaco tem uma mente tão potente, entretanto, essa potência é empregada erroneamente na intransigência em vez de reflexão. O primata não entendeu que servidão não é liberdade, não é a verdade, e mesmo que fosse, seria uma verdade da qual o homem livre fugiria para ser feliz.

Não estamos prontos para o confronto de culturas, embora ele se dê em escala cada vez mais elevada e num grau de inevitabilidade surpreendente. Não buscamos nossa semelhança no sujeito ao lado, pelo contrário, focamos de forma intensa nas diferenças de modo a formar intensa certeza de que os nossos hábitos estão corretos e criamos uma demonização do outro como se nós mesmos não fôssemos os outros do próximo.

Idéias que há milênios dizem aproximar, só aproximam uma tribo para a guerra, um país para a dominação geral, destruição suprema da espécie. Que importa dominar o mundo? Por que não o deixa viver? Por que você quer dominar o pensamento do outro, intervir até mesmo na sua falta de fé? Isso é o maior dos egoísmos imperdoáveis que como Deuses Si Mesmo que não aprendemos a Nos sentir, mas que de fato somos, não podemos esquecer.

ATEU POETA