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quinta-feira, 28 de julho de 2011

Como me tornei agnóstica








Eu fui evangélica desde os 10 até os 32 anos. Sempre me sentia culpada por nao ler a biblia todo dia, orar, pregar etc. Mas sempre gostei muito de ler e estudar, entao já li a biblia todinha duas ou tres vezes e sempre ficava me questionando as barbaridades, contradições, erros que eu via. Perguntava pros pastores mas nunca me sentia satisfeita, percebia que eles não davam uma resposta séria.

Curiosa, comecei a pesquisar na internet, a ler e a conversar com um amigo ateu físico que conheci. Pronto: daí pra eu sair da igreja foi um passo.

Hoje me sinto mais feliz, mais leve, mais livre, com nenhum sentimento de culpa e com dó de quem ainda se deixa levar por essa enganação.












Depoimento de Geane, 37 anos, Professora de Matemática moradora de Brasília

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Como me tornei Ateu



Oi gente! Eu nasci em uma família católica praticante, por ser nordestino, era devoto de padre Cícero, eu tinha uma estátua com um metro do padre.

Aos 17 anos me tornei crente pela assembléia de deus, onde em pouco tempo conquistei a confiança dos líderes, ali montei uma pequena banda onde era tecladista, por ter uma boa voz, e me expressar bem em público, me deram o cargo de pregador, eles diziam que eu tinha "dom de pregação".

Quando eu estava sobre o púlpito, não tinha igreja fria não, pois eu era um bom ator, e fazia a igreja pegar fogo (como dizem eles).

Porém, eu não acreditava em nada do pregava, pois sempre tive dúvidas, por essas dúvidas, me aprofundei na leitura da bíblia, em poucos anos transformei minhas dúvidas em certezas, certeza da inexistência de um deus criador como eles dizem.

Meu filho se casou com a filha do pastor, com isso os laços de confiança aumentaram, chegando ao ponto do tal pastor me dizer que também não acreditava em tudo que a bíblia diz, mas que aquilo era a profissão dele, portanto tinha que fazer os membros acreditarem.

Fiquei surpreso, chegando em casa, falei pra minha esposa que iria sair da igreja. Foi um espanto só, como pode um crente com nove anos de igreja, tocador e pregador sair da igreja?

Quase todos da igreja vieram em casa pedir e orar pra mim não sair. Em vão.
Vendo que eu não iria voltar atrás, veio o pastor regional tentar me convencer. Em vão.

Resultado: Vendi o som pra eles, sai.

Ai eles achavam que eu ia pra outra igreja, quando disse que não, que agora eu era ateu, foi um escândalo!!! Aquele que pregava a palavra, agora não acredita?!!!
Minha esposa ficou achando que eu iria voltar!kkkkk Após um ano, vendo que eu não voltaria, ela também saio, porém crê em deus.

É isso! Hoje sou livre graças a deus!

Depoimento de José Augusto, 34 anos, técnico em eletrônica, feliz...

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Como me tornei Ateu




A minha

Desde pequeno eu sempre fui cheio de manias, uma delas, que irritava mais todo mundo, era perguntar demais.

Um aluno de minha mãe era dos poucos que me ouvia e falava de Sócrates, Platão, Arquimedes, etc. Esse cara se tornou agnóstico e depois ateu.

Eu fiz até primeira eucaristia, mas sempre fui meio preguiçoso para rezar e ir à missa.

Eu li partes da bíblia em casa, principalmente a parte dos 28 capítulos do início do Novo Testamento, onde ficam as parábolas. Meu avô lia também, quase todo dia alguma passagem. Minha irmã lia pra mim algumas partes. Eu assistia aqueles desenhos bíblicos, as vezes e filmes também.

Acontece que sempre assisti de tudo. E sempre gostei de filmes de terror. Mas, tinha um problema, eu sempre muitas vezes sonho, ainda hoje, com coisas que assisto, então, sonhei muitas vezes indo ao Inferno e voltando, tendo minha alma expulsa do corpo para que o Demônio dominasse meu corpo, como no filme "O exorcista".

Como eu tinha essa dificuldade para dormir, muitas vezes eu tinha que controlar meus sonhos. Acordava várias vezes durante à noite e voltava a dormir tentando pensar em outra coisa. E, as vezes, enfrentava as coisas que me faziam tremer de medo, como leões, bois e o próprio Demônio.

Entre meus 15 e 16 anos, no 1° ano do ensino médio, eu ouvi o termo demônios, numa aula de História ou de Geografia. Eu sabia que cracia significava governo, e, portanto, democracia significava, ao pé da letra, governo dos demônios, mas demônios eram um povo que era a plebe de Roma.

Logo, eu pensei: - Será que Demônio vem de demônios? Como eu posso provar isso se for verdade.

Então eu vi, numa aula de História as classes sociais, a luta de classes de Karl Marx.
Depois fiquei sabendo que Inferno significa inferé; embaixo. Eu sabia que no centro da Terra havia Larva, pelo que assistia em documentários na T.V.

Daí, a palavra Lúcifer deveria significar luz inferior (lux-inferé). Mas como assim "luz inferior" se uma porção de luz não vale mais que a outra?

Lucifer, então, é um nome pejorativo. E, se já nasceu com esse nome é por que estava fadado a falhar, como se Deus quisesse que ele fosse mau. Mas, por que Deus queria que ele fosse mau? A resposta seria simples: por que eram a mesma pessoa, logo Deus não existia, muito menos o Demônio.

Daí, eu tive um sonho em que matava Deus, e, em seguida dizia ao Demônio: _Deus não existe, logo, o Demônio não existe!

Daí, eu o matava com uma espada muito grande e ele desaparecia para nunca mais aparecer nos meus sonhos. Mesmo assim, eu fiquei na dúvida, se Deus existir, o Demônio existe, e eu vou para o Inferno por isso.

Eu pensei, então, na Igreja como o próprio Céu e a classe alta: aquilo que sempre queremos mas não podemos ter.

No purgatório como a classe média e o proletariado, trabalhando para sustentar o Céu por que queria ir pra lá, mas estava mais próximo de cair no Inferno.

No Inferno como a sarjeta e as prisões: um lugar tão ruim que queremos subir de nível a qualquer preço.

Eu pensei se o Demônio existe para que temamos é por que isso aumenta o poder de Deus, de modo contrário ele jamais permitiria se é bom.

Se ele é bom, por que criou o Demônio? Como o mau surgiu se Lúcifer era o anjo mais belo de todos? E se Deus está em todos os lugares, por que viria à Terra visitar Adão?

Se Deus está no meio de nós, em todo lugar, como se diz, ele é todo lugar, logo, eu também sou Deus, o Demônio é Deus, o próprio Universo é Deus.

Portanto, se Deus existe ele é o próprio Universo (nessa época eu só escrevia universo com u maiúsculo, mas acho que ninguém percebeu, também nunca falei disso) e tudo estaria correndo em suas veias.

Acreditei por um tempo que o Universo era um ser vivo e que estaríamos dentro dele. Era a única forma de existir Deus sem que existisse o Demônio. Eu tinha ouvido o termo agnóstico, mas ainda não ateu e muito menos deísta. Nem sei se acreditar num Universo-Deus tem um nome, mas eu acreditei nisso, e calei muitos com essa idéia.

Uma professora me perguntou se eu era ateu uma vez que falei: _Porra de missa!

Eu disse que era na frente da sala toda, mas, depois disse que não era e que falei aquilo pra ela não esticar a conversa. Contudo, voltei a disser que era ateu, mesmo sem muita certeza se era ou não.

Até que vi, já no cursinho, a história de um homem chamado constantino. Li numa revista de História que São Jorge nunca existira e isso me fez ter certeza de que eu estava pensando correto.

Assim como o santo responsável pelo sucesso do cristianismo nunca existiu, Cristo também poderia ser uma fachada e o Demônio uma arma para fazer lavagem-cerebral no povo.

Eu havia sofrido uma lavagem-cerebral, estava no momento da contra-lavagem-cerebral que eu faria em mim mesmo. Daí, eu procurei ler mais sobre coisas do cérebro e me interessar por neurociência.

Na faculdade de Administração eu vi Psicologia.

Me interessei mais ainda pela mente. Na época do cursinho eu tinha assistido a uma palestra de para-psicologia, mas como antes eu tinha lido "Carrie" e me disseram que era ficção e eu vi depois que era mesmo, não acreditei no padre-parapsicólogo.

Depois eu li uma biografia de Darwin, "Por que Freude errou", de Richard Webster, "O erro de Descartes", de António Damásio e um simpósio sobre Nietzsche e Deleuze, da UECE (Faculdade Estadual do Ceará), onde Nietzsche falava de onde surgia Cristo (Zoroastro, Dionísio e Hórus).

Eu li sobre esses deuses na internet, pra saber quem eram. Zoroastro eu vi na faculdade de História, quando larguei a Administração. Eu conheci também a comunidade "Ateísmo e Anticristianismo", não lembro como, mas até participei de um debate acirrado de um tópico que acabou por ser apagado sobre Adolf Hitler ser ateu (em outras comunidades, acontecia o mesmo). Na época eu vi na T.V. que Constantino era ateu e defendi isso, hoje, vejo que não; eu estava errado, ele era seguidor das religiões ditas "pagãs".

Descobri depois que o termo pagão, vem de Pagü (Pagui), que significa vilão, que, por sua vez é o mesmo que camponês.

Entendi que as palavras trocam de sentido durante os períodos históricos. Descobri que os símbolos também, e que a cruz do cristianismo é o Antú egípcio. Daí, eu li sofre Amenóphes IV, um cara que destruiu os escritos originais sobre muitos deuses e criou, a partir de cerca de 700, a trilogia Hórus-Ísis-Osíris ( a Santíssima triandade: Pai, Filho e Espírito Santo).

Assisti a uns episódios na tv sobre Krisnha (um nome que seria o meu se eu fosse mulher, disse minha mãe. Entretanto, é um nome masculino) Entendi o que é um avatar e, muito provavelmente é daí que vem o termo Cristo, o avatar do cristianismo.

Sem falar que vi a série "Os bárbaoros" (Terry Jones), que falava dos celtas. Nisso, fui pesquisar e achei Sigurd (ou Siegrefield), simplesmente o personagem em quem foi inspirado São Jorge.

Com cada leitura, estou mais ateu a cada dia

Depoimento de ATEU POETA - 25 anos

Professor de História
Criador do Jornal Delfos
Sócio-Efetivo e criador da SEMPRE
Criador do projeto de Lei que deu origem ao 1° Arquivo Público do Interior do Nordeste na cidade de Pacoti-CE
Sócio do Instituto Desenvolver
2° e 4° lugares, consecutivamente, no 1° e 2° concursos de poesia da comunidade "Vamos Escrever um livro?", respectivamente, em 2009 e 2010
Criador do projeto da exposição histórica PACOTY: UMA HISTÓRIA EM DOCUMENTOS, aprovado pelo Banco do Nordeste em 2010

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Como me tornei agnóstico

Minha história começa assim:

Quando eu era criança eu tinha uma base católica, minha mãe e meu pai sempre mim levava para a missa, me colocou para fazer eucaristia etc., só que de uns 6 anos pra cá, eu comecei primeiramente de tudo a questionar vida em outro planeta, comecei a fazer pesquisas, ouvir relatos de pessoas que afirmam que já viu um OVNI etc. Foi quando eu parei para pensar se os extraterrestres existem mesmo será que foi deus que os criou ai foi a primeira dúvida. Depois disso nas aulas de ensino religioso a minha professora falou o seguinte:

- Gente para vocês saberem que deus existe é só parar de respirar por algum tempo, ai vocês vão sentir falta de ar, ai você vai que deus existe pois ele é o ar que respiramos (UM ABSURDO MAIS ACONTECEU ISSO MESMO).

Depois disso que ela falou ai que comecei questionar a fundo mesmo sobre deus etc. foi uns 4 anos que me dediquei a estudar ocultismo, ciências da religião e etc. e formei a minha ideologia que consiste que a razão é limitada, e que ela não pode penetrar no reino do sobrenatural, e que o assunto deus nunca será explicado e nem resolvido, e se por acaso me provarem que ele existe algum dia que é impossível eu não terei FÉ pelo mesmo.

Hoje em dia sofro muito em casa, meus pais ficam me xingando de demônio, satanás etc., por eu ser agnóstico e gostar de metal, mas eu nem dou importância, pois sei que esses mesmos cristãos que me criticam são na verdade uns pseudo-cristão que não obedece nem as suas próprias crenças e regras. Essa é a minha história.


Depoimento de: Marcos Vinicius, 18 anos, morador da Cidade de Montes Claros/MG, membro da comunidade Ateus e Agnósticos Unidos

terça-feira, 7 de junho de 2011

Como me tornei ateia







Não costumo fazer vídeo por puro preconceito, mas resolvi revelar de uma forma que considero mais fácil de como me tornei ateia.



É uma pergunta que, a princípio parece ser simples de ser respondida justamente pela racionalidade de compreender o que parece ser tão natural, mas, mesmo até chegar ao ateísmo, o processo pelo qual passei foi demasiadamente interessante, haja vista a curiosidade que em mim sempre aguçou pelas coisas inexplicáveis.




Posso garantir que esse processo não seu deu de forma tão rápida e tão natural assim, pois, primeiro foi dogmatizada em uma religião, fui ensinada desde pequena a temer e obedecer ao desconhecido, a clamar e acreditar num ente que, aparentemente era bondoso, porém vingativo ao mesmo tempo.


Inicialmente, puseram-me para cumprir o ritual comum a grande maioria das famílias, ou seja, frequentar a igreja católica e participar do catecismo. Como sempre fui questionadora, aos 7 anos, já me sentia incomodada em ouvir um padre que sempre narrava a nova das oito com todos os seus detalhes. Por sorte, sempre tive uma mãe altamente compreensiva e que, sobretudo, apoiava-me em minhas decisões, mesmo criança, ela acreditava que deveria me dar total liberdade em minhas escolhas. Em vista disso, desisti do catecismo.



Busquei deus então, numa igreja evangélica, mais precisamente na Igreja Metodista, a qual durante certo tempo tive algumas alegrias, pois fazia inúmeras atividades criativas, como, cantar em coral, ajudar os mais necessitados, participar de gincanas, etc., mas, não demorou muito e algo começou a me incomodar. As pregações dos pastores me deixavam inquieta e os ensinamentos da bíblia me aborreciam, pois não conseguia entender nada. Nessa época, inclusive, foi quando conheci verdadeiramente a bíblia, ou seja, estudávamos todos os dias.




Isso, por volta dos 11 anos, eu já não suportava a pressão e, tinha grandes dificuldades em orar, rezar, falar com deus, qualquer coisa que o valha, sendo assim, elaborei um pequeno questionário com mais ou menos 50 perguntas e pedi uma audiência com o pastor para que o mesmo pudesse esclarecer minhas dúvidas. Para minha surpresa, ele aceitou o desafio, mas não conseguia responder nada e mandou chamar minha mãe dizendo que eu tinha algum problema psicológico e que ela deveria me conduzir algum especialista para resolvesse meu “problema”. Que problema? Eu apenas fiz algumas perguntas.


Nessa época, embora eu participasse da igreja evangélica, minha mãe, opostamente, fazia parte da umbanda. Em vista disso, ao invés dela me levar ao psicólogo, ela me levou ao centro de umbanda. Acho que foi mais ou menos nessa ocasião que percebi que adorava a psicologia, pois ao mesmo tempo em que eu devorava livros de religião eu lia várias obras dessa ciência que estuda comportamentos.



De toda sorte, fui encaminhada para o centro de umbanda, onde permaneci por muito tempo, mas me sentia inquieta novamente, pois as manifestações das pessoas com “entidades” me faziam rir, e eu me esforçava para não ter acessos de gargalhadas.



Por outro lado, em meu dia-a-dia, sempre brigava, questionava a todos que conhecia sobre deus e todas as coisas que eu lia em livros e que me diziam para acreditar. Não conseguia aceitar o que era me imposto. Na maioria das vezes, sentia-me um peixe fora d’água, sempre uma estranha no meio da multidão. Não conhecia o ateísmo, nem tampouco pessoas que questionavam sobre deus.



Depois de muitos anos na umbanda, resolvi abandonar também, passei anos sem religião, e a cada dia, esforçava-me para acreditar em deus, em agradecer, mas sempre me sentia desconfortável, angustiada, triste, nunca conseguia rezar, não conseguia conversar com deus, a não ser que fosse para xingar, ou seja, a aflição me consumia a todo tempo. Vivia com um peso em meu coração, como se estivesse carregando um saco de tijolos bem pesados nas minhas costas. Eu tinha que me livrar disso, mas não sabia como.



Após muitos anos, resolvi tentar mais uma vez a igreja evangélica, novamente por influência de minha mãe que, a essa altura, já havia abandonada o espiritismo e ingressado na Igreja Universal. No começo, confesso que eu ia somente porque não tinha nada o que fazer, mas, continuava me segurando para não rir com esse novo teatro que agora eu fazia parte. Depois de algum tempo, passei a frequentar mais para conversar com um pastor em particular, já que o mesmo se configurava num homem altamente atraente.



Pois bem, mais ou menos nessa época eu já arriscava a dizer perto de minha mãe que achava que deus não existia, que não havia alma, diabo, ou qualquer coisa parecida. Naturalmente, minha mãe ficou perplexa, mas, acabou entendendo, pois ela mesma também não aceitava muitos dogmas e regras que lhe eram impostos.



A essa altura eu já conhecia o ateísmo, mas ainda tinha receio de abandonar tudo àquilo que eu tentava acreditar temendo ser castigada pelo divino.



A certeza e a vontade de abandonar essa minha falsa fé, pois na verdade, sabia que nunca tinha conseguido ter fé de verdade, se deu numa conversa que eu tive com o pastor já mencionado. Eu o indaguei buscando entender o porquê de eu ser uma pessoa boa, cumpridora dos meus deveres, ser ética, ter moral, ter respeito pelas pessoas, ser solidária e, mesmo assim, coisas ruins aconteciam comigo. Ele com uma calma extraordinária me disse que isso não tinha importância para deus, que ser ético, responsável, ter moral, respeito, ser solidário, não significava nada para deus, mas sim a submissão que deveria ter a ele, especialmente desfazendo-me dos meus bens para ajudar a “obra” dele.



Acrescentou ainda afirmando que eu poderia matar, roubar e fazer qualquer tipo de atrocidade, mas se eu me arrependesse e fosse submissa a deus eu teria suas bênçãos. Eu fiquei boquiaberta com tal alegação. Aquilo se desfazia como vento em minhas ideias, já que eu achava que meus princípios eram baseados nos ensinamentos de deus.



Nesse momento disse claramente ao pastor que se nada disso tinha valor, então a partir daquele momento eu não acreditaria mais em deus, já que para mim, isso tinha valor. E foi nessa ocasião que entrei de cabeça no ateísmo, buscando ler, conhecer mais, aprofundar-me em ciências, em outras áreas que pudessem me trazer um pouco mais de paz.



A partir daí encontrei a paz desejada. Foi assim que consegui me livrar de toda angústia que vivia, de toda aflição, de todo medo de um ser em que eu me esforçava a acreditar. O engraçado é que quando disse a minha mãe que tinha me tornado ateia, ela não estranhou, no fundo, ela sabia que eu sempre tinha sido.



Por certo, o alívio que senti e sinto por não acreditar na existência de deus e de tudo que o cerca foi demasiadamente expressivo. Obtive uma tranquilidade, uma paz, uma coragem maior para enfrentar meus problemas diários, enfim, passei a ter uma visão mais ampla e mais serena da vida como um todo.



Portanto, é possível que eu tenha demorado mais tempo do que outras pessoas para me tornar ateia, mas posso assegurar que o processo pelo qual passei até chegar ao ateísmo foi extremamente gratificante e, especialmente quando se obtém êxito de uma busca que não parecia ter fim.